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quinta-feira, 17 de abril de 2025

Laje

A noite arada pelo vento te afaga com seus elementos, mas teu semblante sobre a laje branca, já não tem o ar cansado dos passantes. Em ti ancoram ínfimos os navios dos teus poemas, mas estás aqui alheio à multidão de signos. Tens por fim somente a companhia de teus versos que nesta madrugada pousam leves como bichos ariscos de outros universos.

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