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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Iniquidade

 


 

Corre se não a iniquidade te atinge

Neste país de pó e fuligem

vá e leva as auroras boreais

que nunca viste 

nos alforjes das alforrias provisórias

Deixa para trás

o pelourinho dos dias iguais

as acusações intransponíveis

os amigos mortos

e o balanço sempre postergado

e refeito

do que é certo, do que é direito

do que é doce, do que ensandece

na carne seca da noite

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Mármore da palavra

 


 No mármore da palavra

 procuro a sinfonia 

 que me escapa

 como esta noite finda

 da qual só ficou a casca

 onde se gera um poema

 que ninguém abarca

 Um relâmpago

 do qual só se guarda

 o espanto