Não aprume a vela das jangadas.
Deixe os ventos do mar cumprir essa jornada.
Pois elas tangenciam e colhem o sal do mundo.
E tu só tens os remos das palavras.
Portanto não afronte os horizontes.
Pois eles são a morada das águas.
E se esses ventos hoje salgam os dias,
amanhã te darão uma enseada
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