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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Na Quebração da Aurora

Eis a prova de que janeiro antecedeu o mar, quando navegávamos errantes em um mundo que antecedia os nomes. Eis que janeiro nos navegou pelos barcos dos acasos e já não há como voltar. Hoje abraço janeiro sem as neblinas que se tornam antolhos. Janeiro e seus longos horizontes abarrotado de navios, a se resgatar na quebração da aurora. Janeiro não pertence mais as águas. Agora é só uma cilada. O escalpo aguado de um sonho.

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