Total de visualizações de página

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O que fica do amor




Se há algo que
fica do  amor
e seus escombros
são os vagos
simulacros
que inventamos
Pois o amor
com seu grande
oceano
Não se vai
como um barco
abandonado
retorna
e cobra seu legado
e nos joga sobre o mar
e seus costados

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Mármore da palavra





No mármore
da  palavra
procuro a sinfonia
que me escapa
como essa noite
finda
da qual só ficou
a casca
onde se gera um poema
que ninguém abarca
Um relâmpago
do qual só se guarda
o espanto

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Sinfonias de vento









Do mar
estes búzios
Onde dentro
o mar ditava
sua sinfonia
de águas
e muitos
ventos
e remos
e remadores
atentos
aos seus
cantos
e ciladas

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Dilúvio










Eu já fiz de todas as noites o cobertor para esquecer teus olhos mas as estrelas te retornavam. Já fiz para os emissários do amor as cartas com as sinfonias da terra. Fiz o silêncio obsequioso dos que erraram, e contei a areia do mar como forma de matar o tempo. Agora todas as balsas para atravessar o dilúvio se dispersaram. Nesta madrugada em que já não estais e as palavras se soltaram da fonte de seu sentido

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Quebração


           



Arrastavam para dentro do mar
as redes com a quebração da aurora
Assim como o mesmo enredo
de suas vidas caladas

No mar que não tem cabelos
nem cercas em suas jornadas
traziam para salgar 
os peixes que o mar deixava

Usando do mesmo sal
de suas vidas largadas






sexta-feira, 30 de março de 2018

Procuração


          


       

Tenho a procuração dos navios
e o rosto cansado da multidão
Na contramão dos avisos
um anjo da guarda sonolento
se dispersa comigo no vento

           
      
                

quarta-feira, 28 de março de 2018

Inventário do mar






Se no mar eu não acha-la 
esqueçam toda palavra
Meu amor se foi na noite
e sua ausência desmonta
as hastes da madrugada

E as palavras que invento
não servem para encontra-la 
pois são apenas o pranto
do nosso amor desgarrado
largado pelo mundo
como  os veleiros  calados

             
           

             
´



segunda-feira, 26 de março de 2018

Veleiros de vento





Se do mar nada voltar
resta a palavra aberta
uma posta onde escrevo
seus grandes enredos de água

Se seu chão não estornar
 os búzios em que me embebo
fica a sinfonia líquida
e as dunas dos seus segredos

Se seu continente azul
não comportar meus poemas
ficam os veleiros de vento
em que velejei seus
momentos

domingo, 25 de março de 2018

Do Mar

São do mar as palavras que chegam
com avisos de grandes estuários
são jangadas de água  que desaguam
na imensidão azul que se alastra

São do mar esses semblantes
já crestados pelo sal das vidas áridas
a cercar com as redes da esperança
as cidades solares de areia

domingo, 18 de março de 2018

Bala perdida


 


                                        

A bala é um ser quase mudo
mas se cumpre num estampido
ferindo seres e falas
e a harmonia do mundo

A bala com seu plano sujo
não faz concessão a nada
resvala  pela madrugada
mas só para abrir uma vala

E a madrugada que a acolhe
que afaga vento e estrelas
não sabe que ela é em si
um erro da natureza

Da natureza do homem
que a produz e consome
que a adestra e a solta
como cachorro sem dono

sexta-feira, 9 de março de 2018

Rio de Janeiro





Desaba a cidade desventrada 
sobre as águas
Já que as balas e fuzis 
são os acordes dos sonhos

E ela que era o amor
da minha vida
virou uma terra perdida
onde se desfazem 
os homens

quinta-feira, 8 de março de 2018

Queria que soubesses






Queria que soubesses da força do meu amor.
A religião que criei para amar a ti sobre todas as coisas
Deus diz-me aos ouvidos que é pecado, mas eu
sigo assolado pela tua carne. Nesta noite em que a colheita
das estrelas será feita por nós, vou já liberto por amar-te.
Pois estais na centralidade do mundo, só por seres mulher
e a humanidade falar em teu ser
Francisco Orban

sábado, 3 de março de 2018

Diante da noite


 



Diante da noite clara
e seus tapumes de estrelas
prossigo pela quarta-feira
entre incertezas e águas

Em minha agenda de bolso
meus caminhos sem retorno

Dentro da noite clara
com seus vaga-lumes errantes
prossigo  como de costume
e a noite me norteia

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Dilúvio









Eu já fiz de todas as noites o cobertor para esquecer teus olhos mas as estrelas te retornavam. Já fiz para os emissários do amor as cartas com as sinfonias da terra. Fiz o silêncio obsequioso dos que erraram, e contei a areia do mar como forma de matar o tempo. Agora todas as balsas para atravessar o dilúvio se dispersaram. Nesta madrugada em que já não estais e as palavras se soltaram da fonte de seu sentido

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Se fosse hoje






Se fosse hoje eu desenharia beijos nos  teus olhos, mas assim não foi e não mais será e nem a estrela que sigo com a alma dos pescadores me indica o caminho de volta. E não há como te dizer meu amor agora, porque o passado é uma ponte interrompida pela multidão de horas. Desce um filete de sangue do meu coração quebrado e árduos são os caminhos dos caçadores da estrela, porque se fosse hoje eu desenharia beijos nos teus olhos, como não foi e não mais será

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Rio de Janeiro




Desaba a cidade desventrada 
sobre as águas
Já que as balas e fuzis 
são os acordes dos sonhos

E ela que era o amor
da minha vida
virou uma terra perdida
onde se desfazem 
os homens

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Bares


Este é o navio que me levava a você
não fossem os naufrágios que se ergueram
entre os símbolos e as pontes do tempo
onde os signos da chuva se perderam

Estes eram os bares que nos acolhiam
mas que agora são ícones mortos
como seus vagos personagens
fora dos elementos do dia

domingo, 11 de fevereiro de 2018

O curso de um rio



Este navio não segue o curso
de um rio. 
Enroscado nas redes
que o enredam
não se inventa de outra
forma
E não ousa pensar-se
nem como um veleiro
passageiro.
No descampado mar
que o acolhe, naõ percebe
que é a si mesmo que estorna
ao afogar-se no ocaso
do que é apenas ensaio
mas que pensa ser destino

Queria que soubesses




Queria que soubesses da força do meu amor. 
A religião que criei para amar a ti sobre todas as coisas
Deus diz-me aos ouvidos que é pecado, mas eu
sigo assolado pela tua carne. Nesta noite em que a colheita
das estrelas será feita por nós, vou já liberto por amar-te.
Pois estais na centralidade do mundo, só por seres mulher 
e a humanidade falar em teu ser

Sobre pontes



Se um menino sai de uma palavra
Por que um navio não pode sair
de um destino?
Por que os sonhos não podem sair
de um horizonte?
se nas pontes
interrompidas pela noite
passam tantos e tantos
caminhantes

O que fica do amor



Se há algo que
fica do  amor
e seus escombros
são os vagos
simulacros
que inventamos
Pois o amor
com seu grande
oceano
Não se vai
como um barco
abandonado
retorna
e cobra seu legado
e nos joga sobre o mar
e seus costados

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Poema


São do mar as palavras que chegam
com avisos de grandes estuários
são jangadas de água  que desaguam
na imensidão azul que se alastra

São do mar esses semblantes
já crestados pelo sal das vidas áridas
a cercar com as redes da esperança

as cidades solares de areia

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Tabela periódica


Minha cidade
tem verdes estações de chuva
e a matéria de suas ruas
são girassóis encapsulados
Minha cidade tem 
namoradas morenas
Os seus estádios de futebol
são grandes palcos ensolarados
Os seus elementos de ar
regem-se pela tabela periódica
dos poemas dos sonhadores
da terra
A minha cidade
tem o mar
como o grande
divisor de tudo

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Meus navios

Durante muito tempo quis ter a consistência dos navios. Não os reais, mas os que navegam na mente. Já que achei que o mundo é apenas um acidente de percurso, dei aos meus navios um mar acidentado, para que pudessem velejar sob as escarpas das águas e destinos. Também lhes ensinei a língua dos horizontes para que pudesse. Atravessar o caos do mundo sob a lua e também um mapa medieval, para que chegassem aos mares dos sonhos. Durante muito tempo meus navios tiveram um intrigante semblante. Pareciam monumentos móveis em suas marinas distantes, a tocaiar aves ribeirinhas e amparar os pescadores cegos. Meus navios se foram e para mim ficaram as calmarias. Com elas faço inventários de areia. Dia após dia...


Do livro "LEILÃO DE ACASOS" - Francisco Orban

sábado, 27 de janeiro de 2018

No Coração da matéria





Quebro a máquina de janeiro

no coração mudo da matéria
pisando estrelas e vísceras abertas
Sigo sem destino
fingindo ter destino
com a alma talhada como pedras
Mas a sombra de um menino me acompanha
diz-me ser eu mesmo antes de mim
Digo-lhe da morte das baleias e ele ri
Acendemos incensos pela noite
acudindo vaga-lumes descuidados
que agonizam no chão áspero da terra
Criamos com a areia do mar a fórmula
de salvar o mundo
usando serragem de estrelas
mas tudo é um sonho
Ele deita o rosto no meu peito assolado
por uma poesia sem dono
e diz ouvir os navios da infância
pergunta-me quem foi Gepeto
pergunta-me o que é o cansaço
pergunta-me sobre sua mãe e seu pai
sobre todos os movimentos dos barcos
que vê e me mostra no horizonte
onde eu
cego pelo hábito de viver incrédulo
não vejo o que sei que lá se encontra

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Que seja janeiro



Que seja janeiro
de onde emergem as palavras
içadas dos parapeitos
dos dias que aqui me chegam
e se erguem para o nada

Que seja janeiro
a foz do primeiro beijo
e também deste copo
a espantar-me de mim mesmo

E que de janeiro voltem
os comboios da infância
com seus navios perdidos  
no dorso dos horizontes

E que assim janeiro nos deixe
sem as respostas procuradas a esmo
Só encontradas nos teus olhos janeiros
e nessa enseada a que chamo de teu corpo 
              No País dos estaleiros

                        Editora Kazuá - São Paulo

                                     Editorakazua@gmail.com


               Os poemas deste Blog em sua grande maioria encontram-se no livro de Francisco Orban, No País dos estaleiros.



"Grande poeta do mar e grande poeta lírico, além do mestre do poema curto , bem como da forma originada no romance viejo ibérico, Francisco Orban faz parte do que podemos chamar de vertente lírico elegíaca da poesia brasileira contemporânea.
 ( Alexei Bueno)






quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Mármore da palavra





No mármore
da  palavra
procuro a sinfonia
que me escapa
como essa noite
finda
da qual só ficou
a casca
onde se gera um poema
que ninguém abarca
Um relâmpago
do qual só se guarda
o espanto

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Bondes de Santa Teresa


O bonde e o marfim
tinham algo em comum
Mas como saber
se bonde é luar
e marfim também
Os bondes ficam
de prontidão cívica
nas noites de euforia nacional
Santa Teresa
sitiada entre as estrelas
e os sonhos
era o celeiro dos
bondes
Por lá pairam
suas almas brandas
Francisco Orban

domingo, 24 de dezembro de 2017

Reis magos



Levavam a mirra
para o que ainda nasceria
com a terra sob os pés
e águas diluvianas próximas
Dentro do corredor da noite
levavam nas mãos
a palha dos anos
o rosto crucificado
de um Deus
Não fosse a ordem
que os fazia caminhar
pelo deserto
seriam outros
Não guardariam em si
as dunas silenciosas
da imensidão
Francisco Orban

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Por si só

· 

De um barco
se faz leme
Seu verso
é a ventania
mas de um poema
faz-se  casa
e se mora
nos dias sem pouso
De um poema
faz-se um rosto
que lhe confere
harmonia
qual o homem
que o faz
perto da luz
e do cais
feito o poeta
que o faz
com o caos
de cada hora
Como o poema
se faz
por si só
como uma aurora

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O curso de um rio


Este navio não segue o curso
de um rio. 
Enroscado nas redes
que o enredam
não se inventa de outra
forma
E não ousa pensar-se
nem como um veleiro
passageiro.
No descampado mar
que o acolhe, naõ percebe
que é a si mesmo que estorna
ao afogar-se no ocaso
do que é apenas ensaio
mas que pensa ser destino

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Sobre pontes


Se um menino sai de uma palavra
Por que um navio não pode sair
de um destino?
Por que os sonhos não podem sair
de um horizonte?
se nas pontes
interrompidas pela noite
passam tantos e tantos
caminhantes

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Redes de vento




Trabalhar o mar
trabalhar as mãos talhadas pelo tempo
com elas esculpo signos
tenazmente pela madrugada

Com elas movo moinhos
que me movem por países de silêncio
onde espreito as palavras
com minhas redes de vento

Esta é a função que exerço
semear no chão das falas

Esta é a função que entendo
noite adentro com as palavras
por estações de vocábulos
e calendários de águas

domingo, 22 de outubro de 2017

Dezembro

Dezembro não pertence mais às águas 
agora é só uma notícia 
uma casca da madrugada 
descida da árvore do tempo 

Dezembro não vem mais com o vento 
e em minha pele trava embates 
com as marcas de outras estações 

As palavras ancoradas nas marinas 
do mundo 
também acolhem dezembro 
Só pelo hábito 
de afagar-lhe o rosto 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Poema de barro

Noite dos dizeres
derramados
Sob o luar
uma sinfonia
Frágeis as mãos
talham o barro
da vida que seria
E assim este
faz-se verso
no corpo do poema
até tornar-se pássaro
e ir-se na ventania
Então pensa o homem
que é ave
o barro
de sua poesia

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Imensidão





Não é necessário
do mar guardar
a imensidão azul
Basta prever
o que dele exala
os búzios que devolve
com suas músicas náufragas
e as jangadas brancas
desfraldadas
tal qual
bandeiras
de ninguém

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Mármore da palavra




No mármore
da  palavra
procuro a sinfonia
que me escapa
como essa noite
finda
da qual só ficou
a casca
onde se gera um poema
que ninguém abarca
Um relâmpago
do qual só se guarda
o espanto

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Estrada sem volta




Agora diante das ilusões mortas
resta puxar a carroça sem rodas
dos danos
Com as costelas expostas
e o verbo viver já surrado
sobra  relembrar
os resquícios dos nossos beijos ´
resvalados
Eu que te amei fora das estações
do desencontro
não distingo as palavras que te trariam de volta
E não adianta dizer meu amor
porque a voz (como num sonho)
não acompanha o pensamento
e para ti a palavra amor vinda de mim já não é nada
ou talvez só te remeta à esta carroça
no meio desta estrada sem volta

domingo, 8 de outubro de 2017

Biografia literária



O escritor Francisco Orban é poeta, jornalista e Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Autor dos livros Sobrado das Horas (Taurus-Timbre, 1990) prefaciado por Antonio Houaiss, e de Cesto das Canções com Pássaros (Leviatã, 1994). Publicou em 2001, o livro Recomendações aos sonhadores, prêmio Mar Absoluto -Cecília Meireles, concedido pela União Brasileira de Escritores. Dois anos depois, recebe o Prêmio Walmir Ayala,(UBE) por seu livro, Estaleiros de Vento, e publica em 2004 a fábula infanto-juvenil O Cavalinho de Água, adotada pelo Programa Nacional do Livro Didático-SP Seu penúltimo livro, com o título de Os Anzóis da noite, é lançado em 2006 pela editora Booklink, ano em que, seu livro Estaleiros de Vento,(editora Orobó), torna-se um dos finalistas do prêmio Jabuti. O poeta lançou em dezembro de 2008, seu novo livro Terraço das estações, e publica agora pela editora Kazuá, sua obra reunida com o título de "No País dos estaleiros". Sua poesia tem sido elogiada por Geraldo Carneiro, Antonio Carlos Secchin, Alexei Bueno e André Seffrin: Francisco Orban -e-mail   francisco.orb@oi.com.br

O poema de água


             

Não que fosse do mar
a tez da tua pele
Os mapas para te achar
perderam-se pelas estradas
não as reais pedra ou água
ou das almas velejadas

O mapa para te achar
perdeu-se nessas ruelas
na argila do teu silêncio
distinto do oceano
e tudo o que vivemos

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Realejo



Cada pessoa guardará
desta noite
Um bilhete com a música
de um realejo
Mas nada se sabe
se o bilhete é a senha
de um sonho
ou se esta noite
é o grande estuário
de um plano oculto
a que chamamos
Mundo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Biografia literária


O escritor Francisco Orban é poeta, jornalista e Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Autor dos livros Sobrado das Horas (Taurus-Timbre, 1990) prefaciado por Antonio Houaiss, e de Cesto das Canções com Pássaros (Leviatã, 1994). Publicou em 2001, o livro Recomendações aos sonhadores, prêmio Mar Absoluto -Cecília Meireles, concedido pela União Brasileira de Escritores. Dois anos depois, recebe o Prêmio Walmir Ayala,(UBE) por seu livro, Estaleiros de Vento, e publica em 2004 a fábula infanto-juvenil O Cavalinho de Água, adotada pelo Programa Nacional do Livro Didático-SP Seu penúltimo livro, com o título de Os Anzóis da noite, é lançado em 2006 pela editora Booklink, ano em que, seu livro Estaleiros de Vento,(editora Orobó), torna-se um dos finalistas do prêmio Jabuti. O poeta lançou em dezembro de 2008, seu novo livro Terraço das estações, e publica agora pela editora Kazuá, sua obra reunida com o título de "No País dos estaleiros". Sua poesia tem sido elogiada por Geraldo Carneiro, Antonio Carlos Secchin, Alexei Bueno e André Seffrin: Francisco Orban -e-mail   francisco.orb@oi.com.br

terça-feira, 3 de outubro de 2017

domingo, 1 de outubro de 2017

País azul


De noite durmo com
as canções 
da infância 
e  descanso em  seu país abandonado
Se estou nela
e já longe apartados
são  apenas contingências
do passado
 Ainda  habito seu território
azul 
de embates estelares
trazidos  ao
longo do tempo