Poesia Brasileira Contemporânea Francisco Orban
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Cacos
Do infinito que restou
ficaram uns quintais
de sombra
que resvalam das mãos
para a tarde
Na verdade são só uns cacos
onde o gosto do que não houve
corta mais do que o vivido
Do livro "Estaleiros de vento" de Francisco Orban
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