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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Nas canções da noite





Quanto navios recostavam
no teu rosto
quando eu te amava
e canções sólidas pousavam
nas nossas mãos livres
quando o tempo era uma eternidade
disponível

Agora te afastas
como um dia me fui de ti
sem motivos
quando nos amávamos
sem palavras
enroscados nas canções
da noite


             Do livro "Recomendações aos sonhadores" de Francisco Orban

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