Do outro lado do rio
as flores cresciam frias
no tronco das águas densas
do que um dia foi palavra
Do outro lado do rio
um menino jogou pedras
debruçado em silêncio
no ventre da madrugada
Do outro lado do rio
a cidade sitiada
com suas praças de luzes
e seus quilombos de água
Do livro "Estaleiros de vento" de Francisco Orban
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