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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Quilombos



Do outro lado do rio
as flores cresciam frias
no tronco das águas densas
do que um dia foi  palavra

Do outro lado do rio
um menino jogou  pedras
debruçado em silêncio
no  ventre da madrugada

Do outro lado do rio
a cidade sitiada
com suas praças de luzes
e seus quilombos de água


            Do livro "Estaleiros de vento" de Francisco Orban

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