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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Rio de Janeiro









As cercas já comprometem
o destino desta cidade
de rios camuflados
e comandos armados

Éramos todos brasileiros
e o verão era a primeira estação
do ano
Éramos da maior bateria
do planeta
e da Geral se via o futuro
quando nos vestíamos
de janeiros
nos meses frios de julho

Quantas vezes saímos
pela noite
e era verão na pele
das ruas
quando o Rio
era um país de claridades
(sem fronteiras)

Um país
que começava em frente
ao cinema Rian
e levava sua ala de sonhadores
ao cinema Olinda
e ceava com seus banhistas
em frente à liberdade de estar
nas ruas
ainda não sitiadas

             Do livro "Estaleiros de vento"

                              de Francisco Orban

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